Pesca Bem Segura GOV - SC

Tecnologia que reduz o tempo de resgate e aumenta a sobrevivência no mar.

Segurança no mar não é “luxo”: é tempo. Tempo para localizar, tempo para chegar, tempo para retirar a pessoa da água — e, muitas vezes, tempo é a diferença entre um susto e uma tragédia. É exatamente nessa lógica que nasce o projeto Pesca Bem Segura SC, uma iniciativa do Governo de Santa Catarina para colocar geolocalizadores pessoais com botão de socorro na rotina da pesca artesanal, ampliando a eficiência da busca e salvamento e trazendo mais tranquilidade para quem está no mar e para quem espera em terra.

Nos últimos meses, diversas publicações oficiais e notícias regionais detalharam como o projeto funciona, quem pode receber e por que a tecnologia escolhida muda o jogo nas ocorrências em alto-mar. A seguir, reunimos e analisamos os principais pontos — e mostramos como o fato de o equipamento ser comercializado pela NAVITECpotencializa o alcance da iniciativa, permitindo que mais pessoas a bordo (e mais tipos de embarcação) também estejam protegidas.

O que é o Pesca Bem Segura e por que ele importa

Durante a abertura da Marejada, em Itajaí, o governador Jorginho Mello autorizou a compra de 2.500 aparelhos localizadores para doação a pescadores “em caso de emergência em alto-mar”, com investimento informado de R$ 2,69 milhões nesta primeira etapa e prazo de entrega de até 90 dias pela fornecedora. 

A mesma comunicação oficial explica um ponto crucial: não se trata de “rastrear embarcação”, mas de acelerar a resposta ao socorro com um dispositivo pensado para ser acionado na urgência. Isso aparece também em repercussões na imprensa: ao ser acionado, o equipamento envia um sinal de socorro com localização em tempo real, que pode ser captado por embarcações próximas e também pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina — aumentando as chances de resgate e sobrevivência. 

E o projeto não surge isolado: ele é uma das frentes do Programa Pescados SC, lançado como um grande pacote de ações para pesca e aquicultura em Santa Catarina. 

Como o dispositivo ajuda na busca e salvamento

A notícia da Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca descreve que os aparelhos “funcionam pelo Sistema de Identificação Automática (AIS), usando o sinal de embarcações próximas para apontar a localização do resgate, e afirma que isso melhora a eficiência do salvamento e pode gerar economia de recursos humanos e financeiros. 

Em outras palavras, a vantagem

prática é direta:

Antes: em muitas ocorrências, a busca depende de referência aproximada, último contato, rota presumida, varredura por áreas grandes e tempo de exposição ao risco.

Com o geolocalizador: ao acionar o socorro, há um ponto de localização que orienta a resposta e reduz o “mar de incerteza” na tomada de decisão — especialmente em situações como queda ao mar, pane, perda de referência visual e mudanças rápidas de condição.

O secretário executivo Tiago Frigo resume exatamente essa intenção: acionar o equipamento gera GPS/posição e permite que o resgate receba a localização “para resgatar com mais rapidez”.

Alcance do programa: quem é atendido e em que escala

‍ ‍No lançamento do Pescados SC, a própria SAQ/SC informa que o Pesca Bem Segura SC prevê 4.667 geolocalizadorespara embarcações de até 15 AB e afirma que isso protege mais de 18 mil profissionais

Outras publicações reforçam o mesmo eixo do programa (segurança no mar) e citam o Pesca Bem Segura como ação de distribuição de geolocalizadores para localizar embarcações em acidentes. 

Além disso, a cobertura regional sobre o tema explica que a concessão tende a ser limitada a um equipamento por embarcação (o que faz sentido como “primeira camada” de proteção pública) e reforça critérios de elegibilidade e análise do Estado. 

E aqui entra um ponto-chave para a realidade do mar: em uma ocorrência, não existe “apenas uma pessoa”. Existe tripulação. Existem passageiros. Existe o fator humano (troca de turno, operação noturna, manobra, fadiga). Por isso, ampliar a disponibilidade de dispositivos por embarcação aumenta muito a resiliência do sistema.

Por que a participação da NAVITEC é estratégica (além do fornecimento gratuito)

A publicação da SAQ/SC sobre a Marejada registra a presença do diretor da Navitec, Fabrício Ardigó, no ato. 
Isso não é detalhe “de foto”: quando um programa público envolve tecnologia embarcada, a capacidade de suporte, reposição, treinamento e continuidade é o que sustenta o resultado na prática — depois da notícia, depois do lançamento, depois da primeira entrega.

Quando o mesmo equipamento passa a ser comercializado pela NAVITEC (além do fornecimento gratuito no projeto), cria-se um efeito positivo em cadeia:

1) Mais unidades por embarcação (proteção real para toda a tripulação)

Se o programa público viabiliza o “primeiro dispositivo”, o mercado permite complementar com:

  • unidades adicionais para tripulantes fixos,

  • redundância (um dispositivo de reserva),

  • cobertura para embarcações que não entram no critério (ou aguardam análise/etapas).

Isso responde diretamente ao cenário mais comum: um evento crítico raramente escolhe “a pessoa que está com o único dispositivo”.

2) Expansão para embarcações de serviço, frotas profissionais e lazer

A mesma lógica de tempo de resposta vale para:

  • embarcações de apoio e serviço (marinas, manutenção, rebocadores leves, apoio a obras),

  • frotas profissionais (turismo, transporte local, operações costeiras),

  • embarcações de lazer (onde muitas vezes há passageiros com baixa experiência em emergência).

O ganho é o mesmo: acionamento rápido + localização clara = menor tempo de busca e maior chance de um desfecho positivo.

3) Continuidade do projeto (pós-entrega)

A PGE/SC reforça que o projeto envolve segurança no mar e suporte às operações de resgate, e que a implementação precisa de base jurídica e execução organizada. 
Na prática, continuidade também depende de:

  • reposição quando houver perda/dano,

  • orientação de uso,

  • canal rápido para dúvidas e manutenção,

  • padrão de operação (para reduzir acionamentos indevidos e aumentar acionamentos corretos).

Ter uma empresa local estruturada no ecossistema aumenta a chance de o equipamento continuar sendo usado, bem usado e disponível quando realmente precisar.

O que muda na vida real: menos tempo de busca, mais chance de sobrevivência

A imprensa regional tem sido direta ao descrever o ganho operacional: o alerta pode ser captado por embarcações próximas e pelos bombeiros, “agilizando o resgate” e “ampliando as chances de sobrevivência”. 

E esse é o centro do Pesca Bem Segura: transformar busca em localização.
Quanto menor a área de procura e maior a precisão inicial, maior a eficiência do deslocamento, menor o tempo de exposição no mar e maior a probabilidade de resgate bem-sucedido


Como participar do projeto (e o que considerar)

As notícias que apontam para o cadastro oficial reforçam que a inscrição funciona como manifestação de interesse e que há critérios (ex.: cadastro gov.br, embarcação regularizada e dentro de limites definidos). 

Dica prática: mesmo para quem receberá a unidade gratuita, vale planejar desde já se a embarcação precisa de dispositivos adicionais para cobrir toda a operação — especialmente em saídas com mais tripulantes, em horários de menor visibilidade, ou com maior distância de costa.

Conclusão: tecnologia que vira segurança quando está disponível para todos a bordo

O projeto Pesca Bem Segura SC coloca Santa Catarina na dianteira ao adotar uma solução concreta para emergências no mar: um dispositivo de socorro com geolocalização, pensado para reduzir o tempo de resposta e aumentar a chance de sobrevivência

E o próximo passo natural para maximizar o impacto é ampliar a cobertura: não só “uma unidade por embarcação”, mas uma cultura de segurança onde cada embarcação — artesanal, de serviço, profissional ou de lazer — pode ter a quantidade adequada de dispositivos para proteger todos a bordo.

Se você quer entender como essa tecnologia se aplica ao seu cenário (tripulação, rota, perfil de risco, distância, operação noturna, etc.), a NAVITEC pode orientar a configuração ideal e a forma correta de uso.

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